quarta-feira, 24 de junho de 2009

Parte VIII

Olhando para o vazio
Perdendo-se dentro de si
Quando se deu por conta,
Quem seria ela?!
Havia encontrado seu espelho
Tão iguais, tão perfeitas
Nada as entendiam tão bem quanto elas mesmas
Sentiam o mesmo,
Faziam o mesmo,
Eram o mesmo...
Se pareciam tanto,
Que a jovem até se assustava...
Não era preciso dizer, nem ao menos olhar
Se comunicavam com o coração
Uma emsma alma, seguindo caminhos diferentes
Era tudo tão inacreditável
Tudo tão idêntico
Nascidas e movidas pela mesma incógnita
Pelo mesmo medo, pela mesma dor
Queriam ser livres,
Mas tinham medo de voar
Queriam amar
Mas não permitiam-se apaixonar
Unidas, iriam encontrar suas forças
Juntas, saberiam à qual caminho percorrer
E através do balanço, descobririam o indecifrável
Tirariam os pés do chão,
Mesmo que por um instante, voariam
Prometeram nunca se afastar
Juraram que iriam se eternizar
Assim, ficou claro
Eram elas
As irmãs de alma,
As gêmeas de sentimento...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Parte VII

Desta vez sim
Todas as barreiras estão quebradas
Toda a proteção, anulada
Toda a sua magia, quebrada
Pela primeira vez
Se sentia livre
Porém, ela não sabia o que fazer
Para onde ir?
Como agir?
O que é certo?
O que estaria fazendo de errado?
Sonhava tanto com esse momento
E agora, se sente distanciada
Mais perdida do que as bruxas
Mais triste do que as rosas
A única coisa de que tinha certeza
Era de que havia estragado,
De que trasformara aquilo em pó
Sua estátua de cristal se partira
Sua angústica se espalhara
Tinha certeza, nada estava como antes
So queria fugir
Voltar pra tudo aquilo que odiava
Estava confusa
Estava angústiada
Que culpa desgraçada era essa?
Queria sumir
Por que não tem fim?
Doía, mas doía
À mutilava por dentro
Deus, isso nunca tem fim...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Parte VI

Me perdoe
Era apenas uma brincadeira...
Repetia diversas vezes
Mas a jovem não estava convencida de que tudo fora esquecido
Sabia que não tinha sido pra valer
Não fizera de propósito
Mas o estrago foi feito
Talvez haveria uma boa parte
Talvez não ouvisse o que ouviu
Se não fosse por tolice
Mas talvez fosse a gota d'água
Lavando sua pobre felicidade
E levando para longe,
Algo que por ali não passaria jamais
Se sentiu mal...
Como a muito tempo não sentia
Não desta forma
A marca tinha sido feita
Nada poderia apagar
E agora, o que fazer?
Fingir que nada aconteceu?
Qual seria a saída?
Haveria saída?
Desta vez...
Conseguiu sua resposta...