segunda-feira, 13 de julho de 2009

Parte IX

Ás vezes a jovem se perguntava
O que faço neste mundo?!
Tão descrente de suas capacidades
Tão submissa aos olhares profundos
Observava sua 'imagem' refletida
Repleta de virtudes, ilustre perfeição
Sonhava com o Príncipe de Gelo
O mago das melodias,
Que encontrava em seus devaneios, linda canção
Até o pobre da rua
Perdido em suas loucuras
Parecia ter ser lugar no mundo
Nesta ornada pintura
E o que fazia ela a não ser nada fazer?
Não podia estar no quadro,
Não merecia parte dele ser
Não fazia nada alem de rimas vazias
Desenhos mortos, som esdrúxulo
Queria descobrir algo diferente
Seu dom mais agudo
Mais nada encontrara
Tudo perca de tempo
Não merecia ser parte da pintura
Apenas observá-la ao vento...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Parte VIII

Olhando para o vazio
Perdendo-se dentro de si
Quando se deu por conta,
Quem seria ela?!
Havia encontrado seu espelho
Tão iguais, tão perfeitas
Nada as entendiam tão bem quanto elas mesmas
Sentiam o mesmo,
Faziam o mesmo,
Eram o mesmo...
Se pareciam tanto,
Que a jovem até se assustava...
Não era preciso dizer, nem ao menos olhar
Se comunicavam com o coração
Uma emsma alma, seguindo caminhos diferentes
Era tudo tão inacreditável
Tudo tão idêntico
Nascidas e movidas pela mesma incógnita
Pelo mesmo medo, pela mesma dor
Queriam ser livres,
Mas tinham medo de voar
Queriam amar
Mas não permitiam-se apaixonar
Unidas, iriam encontrar suas forças
Juntas, saberiam à qual caminho percorrer
E através do balanço, descobririam o indecifrável
Tirariam os pés do chão,
Mesmo que por um instante, voariam
Prometeram nunca se afastar
Juraram que iriam se eternizar
Assim, ficou claro
Eram elas
As irmãs de alma,
As gêmeas de sentimento...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Parte VII

Desta vez sim
Todas as barreiras estão quebradas
Toda a proteção, anulada
Toda a sua magia, quebrada
Pela primeira vez
Se sentia livre
Porém, ela não sabia o que fazer
Para onde ir?
Como agir?
O que é certo?
O que estaria fazendo de errado?
Sonhava tanto com esse momento
E agora, se sente distanciada
Mais perdida do que as bruxas
Mais triste do que as rosas
A única coisa de que tinha certeza
Era de que havia estragado,
De que trasformara aquilo em pó
Sua estátua de cristal se partira
Sua angústica se espalhara
Tinha certeza, nada estava como antes
So queria fugir
Voltar pra tudo aquilo que odiava
Estava confusa
Estava angústiada
Que culpa desgraçada era essa?
Queria sumir
Por que não tem fim?
Doía, mas doía
À mutilava por dentro
Deus, isso nunca tem fim...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Parte VI

Me perdoe
Era apenas uma brincadeira...
Repetia diversas vezes
Mas a jovem não estava convencida de que tudo fora esquecido
Sabia que não tinha sido pra valer
Não fizera de propósito
Mas o estrago foi feito
Talvez haveria uma boa parte
Talvez não ouvisse o que ouviu
Se não fosse por tolice
Mas talvez fosse a gota d'água
Lavando sua pobre felicidade
E levando para longe,
Algo que por ali não passaria jamais
Se sentiu mal...
Como a muito tempo não sentia
Não desta forma
A marca tinha sido feita
Nada poderia apagar
E agora, o que fazer?
Fingir que nada aconteceu?
Qual seria a saída?
Haveria saída?
Desta vez...
Conseguiu sua resposta...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Parte V

Aquilo à partiu como uma espada
Tais palavras à fizeram acordar
Estava de volta em seu mundinho
Do qual não deveria ter saído
Achou injusto
Mas talvez não fosse
Só sabia que não fizera de propósito
Isso à fez pensar
Tinha feito tudo certo, mas...
Nada é perfeito

Parte IV

Parecia mais um dia comum
Se perdeu em seus pensamentos, quando percebeu...
Os Céus estavam chorando
Uma tempestade mágica, como nenhuma outra
Magnética, à hipnotizava, à excitava
Cada brisa acariciava sua pele,era magnífico
A jovem estava fascinada
Se apaixonou pela chuva,
E a chuva por ela
Nada ao redor importava, nada fazia sentido
As pessoas correndo, as folhas ao chão
Os carros molhados,as vozes ao vento
O grito desesperado de sua nova paixão
Era tudo o que lhe importava
E então, redendo-se ao pedido implorado de sua alma
Se entregou...
As gotas percorriam por todo seu corpo
Uma sensação surreal
Tocavam sua face, seus cabelos, seus lábios
A chuva à beijava, à eternizava
As duas se formaram uma
Se pertenciam, se amavam, se fundiram
Dali em diante,a chuva pertencia à garota
E a garota, pertencia à chuva
Separadas eram nada
Juntas eram o infinito
Jamais se esquecera deste dia
Nunca mais fora a mesma
A jovem tinha encontrado seu dia perfeito
O dia em que a chuva a eternizou

terça-feira, 26 de maio de 2009

Parte III

Tudo fora mesmo fingimento?
Se fora, porque ainda parecia real?
Como poderia ela estar mesmo feliz?
Como poderia, a pequena jovem, estar vivendo?
Estava rodeada de alegrias
Sorrisos insistiam em sair
Mesmo que ela os recusasse
Estava feliz, impossível
Algo a impedia de acreditar
O medo de estar se enganando, talvez
Ou o medo de estar vivendo uma ilusão?
Ou simplesmente o fato de estar feliz?
Sentia-se desprotegida
Entrando em um mundo desconhecido
Um mundo do qual não pertencia
Tudo parecia tão belo
Mesmo sabendo que não era
Estava assustada, perdida
Encontrava-se em um dilema
Continuaria vivendo assim,
Seguindo uma trilha desconhecida,
Sabendo que poderia existir armadilhas?
Ou voltaria para seu mundo seguro?
Como sempre...suas perguntas nunca escontram respostas...